quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O amor é uma droga

Fim das férias se anunciando, resolvo eu ir ao cinema ver enrolados. Mas, por um pequeno deslize da minha amiga super antenada e atenta que viu os horários errados, fui ver O Amor e Outras Drogas.

E a priore digo que é mais uma boa comédia romantica. Tem grandes atores (ahhh, Jake, ahhh Jake), muitas cenas apelando pro lado do "ei, temos um ator bonitão semi-pelado aqui!" (ahhhh, Jake) e uma historinha água com açucar. Sim, o filme mostra uma coisa legal, o lance do Parkinson, da vida de quem tem a doença, mas agora virou meio que modinha fazer filmes com problemas de pessoas normais.

Mas, enfim, é só mais uma boa comédia romantica típica, onde todo mundo se dá bem e é feliz no final. "Todos chora" no fim do filme, menos eu. E por que?

Porque eu não acredito em amor, principalmente nessas coisinhas forçadas de filme. Porque eu tenho certeza absoluta, total e inabalavel de que um bonitão riquinho jamais iria aparecer e se instalar no meu apartamento que mais parece um porão dizendo que me ama, que eu jamais vou ter alguem dormindo na porta da minha casa pra esperar pra falar comigo e que, independente de eu dar coices ou não no cara, ele vai achar uma merda o meu jeito estupido, seco e sarcástico de ser.

A priore eu diria que me identifiquei com a Meggie. Eu tenho a tendência de afastar qualquer possibilidade de relacionamentos com a minha sutileza e estupidez dignas do mais bravo rinoceronte do sul da áfrica. Eu sou capaz de ser mais sarcastica do que todas as temporadas dos Simpsons juntas. E ao contrário do estupido do filme, nenhum cara ousou enfrentar isso por mais de 2 vezes.

Amor de filme é fofo. Mas não existe. Não existe nem aqui nem na China. Porque ninguem consegue beijar e transar depois de comer cebola, por exemplo, e achar tudo maravilhoso. Em filme ninguem peida depois da transa, o cara nunca arrota perto de você depois de beber 840 cervejas e ele nem vai no seu banheiro e deixa a tampa do seu vaso cheia de pingos. Você acorda com o cabelo lindamente desarrumado e tem bom hálito. Amor de filme é fácil, quero ver amor mesmo com um cara normal, que ronca, que fica sem grana as vezes (ou sempre), que olha pra você de manha e fala que é a visão do inferno. Quero ver amor quando você está de TPM e o cara quer porque quer transar, sem nem pensar que você pode não estar afim. Ou mesmo quando você tem um dia ruim e só quer socar o seu travesseiro até a raiva passar, o grande amor não vai olhar e falar "hum, te entendo, vem cá dá um abraço, quer conversar sobre isso? me conta...", ele vai dizer só "ixi, tá virada num saci hoje né? tá de TPM?"

Eu tentei entender o amor. Eu tentei achar o amor. E eu tentei viver sem amor. Foi a alternativa que mais deu certo. Depois de muito pensar sobre quem eu ia amar, eu resolvi me amar. Amar a minha vida, meu trabalho - que ficou louco demais nesses ultimos dias - e principalmente, resolvi amar tudo o que eu faço e fazer com que isso preencha meu vazio. Eu não quero amar ninguem, não tenho nenhum tesão por esses amores de filme americano, não quero namorar, casar nem nada. Sim, óbvio, eu quero filhos algum dia. Mas pra isso, transar com qualquer boçal de balada num dia fértil já resolve. No mais, o negócio é amar o que você tem: trabalho, familia, amigos, você mesma.

Porque o amor é uma droga. Vicia e vai acabar fodendo com a sua vida em alguma hora. E, uma vez sabendo disso, eu prefiro não te-lo. Só assim eu não tenho nenhum trabalho de catar meus próprios cacos e me reconstruir depois.

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Em tempo: Os personagens do filme "tomaram" Ritalina na infância. E por alguns minutos, eu e as minhas 3 caixinhas de remédio recém-compradas nos sentimos normais. Mesmo depois de ter que aguentar o olhar matador do farmaceutico que só faltou dizer "eu devia chamar a policia, menina drogada!"... isso porque ele certamente não precisa de um remédio pra se manter sentado e quieto boa parte do dia, nem de um comprimido antes de cada cálculo econométrico... odeio farmaceuticos!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quem é que eu vou amar agora?

Nessas férias eu tenho pensado muito sobre o amor... e sobre amar alguem.

Pra que serve o amor na vida da gente? E por que ele as vezes simplesmente desaparece sem deixar rastro?

O meu ultimo amor - platonico - foi por um bocó sem noção que, por mais que eu plantasse bananeira enquanto chupava manga e tocava guitarra com o pé, não me percebia. Foram... sei lá quantos anos (2? 3?) esperando o belo dia que o estúpido ia só olhar pra mim e falar "oi Tau, beleza?". Esse dia nunca aconteceu. E olha que eu nem esperava grandes coisas, eu ficaria muito feliz se eu tivesse conseguido ser amiga, colega dele. Nem inimiga eu fui. E de repente chegou uma coisa estranha, ficou meia hora de conversa, deu uma cantada direta e... pronto, eles vivem felizes para sempre. O bocó continua bocó, "timido" e sequelado, mas agora ele deve estar casado. E continua sem nem saber o meu nome.

Depois disso, nunca mais amei ninguem. Não com a finalidade explicita de "namoro". Teve um outro palhaço, o que sumiu num buraco que abriu em algum lugar do mundo, sem nenhuma explicação, mas dele eu só gostava (tinha carinho), e era como meu amigo. Fato, quando ele sumiu eu descobri que até tinha um certo interesse em algo alem de amizade, mas tambem não posso dizer que amei ele.

O ultimo mané por quem eu demonstrei interesse realmente faz jus ao título de mané. Eu juro, nunca vi ninguem fazer tanta cagada e conseguir destruir a própria imagem em tão pouco tempo. E eu tentei, juro que tentei, diversas abordagens com o pateta pra ver se o problema não era comigo. Ouvi opiniões de amigos, inimigos, desconhecidos e até da minha mãe, e olha que pra pedir opinião da minha mãe a coisa tem que ser muito problematica. Não, o problema não era comigo. Era com ele mesmo. E eu acho que ele me broxou tanto que nem amiga dele eu consigo ser mais, porque até nesse sentido ele conseguiu se queimar comigo.

E aí, passada a decepção com o "rei autodestrutivo", ficou aquele vazio. Eu não tenho mais ninguem pra me apegar. Não tenho mais ninguem pra me interessar. E o pior, eu não amo ninguem faz muito tempo.

E aquela sensação legal, de paixonite, de gostar de alguem, de achar que está "amando"... bom, eu desconheço ela faz tempo. Tipo... uns 3 anos...

E até agora eu nunca tinha sentido falta. O amor te leva a criar vínculos, e os únicos vínculos aceitáveis na minha vida neste momento são os familiares e os de amizade. Eu não sei se tem espaço pra um namorado na minha vida. Mesmo porque, fazem quase 6 anos que eu não assumo nenhum compromisso, e eu acho que me acostumei muito com isso. Mas fato é, amar alguem me faz falta... ou pelo menos de estar apaixonada, que seja...

É estranho você não ter com quem se preocupar, de quem sentir ciúmes, é esquisito ouvir uma música romântica e não lembrar de uma pessoa, o olho não brilhar por ninguem, não sentir um "friozinho na barriga" porque alguem está chegando...

Platônico ou não, tranquilo ou dramatico, eu não tenho nenhum amor, nenhuma paixão. Talvez seja até minha culpa, eu me tornei fria demais. Mas fato é que não ter ninguem pra te empolgar, pra te fazer sentir o coração pulando forte é uma coisa estranha. Parece que falta alguma coisa, por melhor que a minha vida seja - e eu a tenho achado boa demais.

Mas aí eu fico me perguntando, o que é que eu vou fazer? Vou ligar pra algum Help Desk e pedir pra ele configurar meu cérebro pra se apaixonar por algum palhaço qualquer por aí? Eu vou mandar um e-mail pro meu coração e falar "olha, você vai bater mais forte por este mané aqui"? As coisas não se resolvem assim, é tão dificil. O amor (ou a paixão, sei lá que diabos) não batem na minha porta faz tempo.

E aí? Quem é que eu vou amar agora?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Na falta do que fazer

Ah, férias, lindas férias... para que serves mesmo???



Tempo!!!



...



...



...



Sei lá pra que servem as férias. Pra eu descobrir que tenho um blog, que ele não se excluiu automaticamente após quase 1 ano e ter vontade de postar nele de novo?



Bah, férias me deprimem. Eu, como hiperativa e descontrolada que sou, preciso de movimento. E férias são épocas que tem pouco movimento para este corpinho desajustado que gostaria de repousar mas fica inquieto demais.



Sair com os amigos eu saio... e sim, ainda tenho amigos, contrariando as minhas expectativas do ano passado. E sim, eles são legais e ao que tudo indica gostam de mim. Eu tambem trabalho, mas não mais no BB, agora eu trabalho numa multinacional. Grandes merdas trabalhar numa multinacional, se eu ainda sou estagiária (mas não ganho tão mal quanto antes) e ainda continuo me ferrando volta e meia. Mentira, nem me ferro mais. Exceto em dias de chuva.



Mas se férias servem pra descanso, qual o problema com as minhas???



Bom, eu saio com os amigos, eu trabalho e ainda me sobra tempo. E nesse tempo, eu fico inquieta, sem saber o que fazer e com a sensação de que eu estou é perdendo tempo... dá uma incrivel sensação de vazio... eu não tenho que estudar, não me canso, não tenho que ver o Cipolla dizendo que dinheiro é coisa do capeta (queimaaaa!)... e aí eu me sinto perdida. Eu não posso sair por aí andando porque Curitiba resolveu ter um verão muito chuvoso e isso me fez adoecer. Eu não jogo videogame porque não tenho um. Eu não fico vendo inutilidades no youtube porque eu já vi várias e cansei. Na televisão não tem nada que preste... pô, que é que eu faço agora???



Sei lá. Males de ser hiperativa. Eu adoro a ociosidade. Eu adoooooro ficar deitada com as patinhas esticadas fazendo absolutamente nada. Mas meu corpo e meu cérebro não. E aí eles se revoltam e me deixam chatiada.





Ah férias... por que me deprimes???



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Depois do desabafo e na falta de achar algo melhor pra fazer, comecei a procurar noticias e fotos sobre o jovem senhor bonitão do programa Lazy Town, o Sportacus (Lazy Town, Discorevy Kids, meu sobrinho de 4 anos adora porque é... legal... e eu adoro porque tem um quase-idoso com as pernas grossas os braços fortes e ... deixa pra lá...)... descobri que a delicinha é podre de rica, e era ginasta (ah, jura?!) e tambem fazia palestras motivacionais. Convenhamos, ele sozinho é motivo suficiente pra você olhar para o céu e agradecer a Deus pelo colírio que refresca os seus olhos neste momento. Então, já que eu lembrei que tenho blog e agora posso voltar a visita-lo, vale uma foto do tiozão delicinha pra me animar um pouco. (o blog é meu, eu coloco a foto do bonitão que eu quiser, tá?!)

Obrigada, Pai!!! De onde o Senhor tirou esse ainda tem mais pra distribuir???





Delícia né? E pensar que ele é mais velho que a minha mãe!!!

Mas com aquelas pernas, eu pegava mesmo tendo 80 anos...

... francamente, acho que eu preciso de um bofe... olhar senhores ginastas que apresentam programas infantis é fim de carreira demais...

domingo, 25 de abril de 2010

Quase 21

Daqui a 8 dias, aumentam os meus anos de vida.



E, ao contrário dos outros anos, neste eu não estou absurdamente empolgada. E é até estranho.



Na verdade, eu quase esqueci do meu proprio aniversário. Eu não programei festa até agora e nem pensei em que sabor de bolo vou querer.



Por que tanto desânimo?



Simples, bem simples.



Quando eu era criança, sonhava em fazer 12 anos. Porque aí eu ia ser uma teen e tudo ia mudar. Mas não mudou.



Dai passei a sonhar com os meus 15 anos. Porque aí eu ia ser uma moça, ia poder namorar, casar e fazer tudo o mais. Mas quando chegou, não foi bem assim.



Então, o negócio era chegar nos 18 anos. Porque eu iria ser de maior, responsavel, bla bla bla. Ia ser adulta. Grandes coisas. Chegaram os 18 e eu continuava com a mesma cara de 12, a unica diferença é que eu podia ir pra balada sossegada.



Bom, só me restavam então os 20 anos.



Quando eu era criança, achava que quando chegasse aos 20 eu ia ser um mulherão. Ia estar formada, noiva e iria trabalhar numa mega empresa. Ia passar o resto da vida desfilando de salto e tailleur, ia almoçar em restaurantes legais e viver no shopping fazendo comprinhas com a minha infinidade de amigas igualmente bonitonas e bem de vida.



Grandes bosta!



Eu cheguei nos 20 e em 1 semana vou pros 21. E eu não sou um mulherão, ao contrário, eu continuo parecendo a menina de 14 anos de sempre. Eu não me formei na faculdade ainda, não fui pra califórnia, nunca fiz compras em miami e não estou programando minha lua-de-mel na grécia. Eu nem aprendi a dirigir ainda!



E agora, fiquei meio brochada com esse negocio de aniversário. 21 anos é uma data crucial pra mulher. A partir daqui passa a ser a hora de mentir a idade. A lei da gravidade começa a querer agir.


Mas pra mim, esse é só mais um aniversário. Eu nem tenho jeito de gente grande, então não preciso me preocupar com lei da gravidade. Tambem não preciso mentir a idade, porque as pessoas tambem não iam desconfiar mesmo. Então, o que é que eu vou fazer nos meus 21 anos? Pra que eu preciso fazer 21 anos?



Bom, de qualquer forma, aniversário é aniversário. E tem que ser comemorado. Mesmo que seja uma comemoração igual as outras 20.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

De volta, de novo

Depois de muito tempo, uma nova postagem. E um novo layout, já que o lugar que eu peguei o antigo sumiu do mapa.

Eu continuo por aqui. Muito tempo sem internet (tipo, 6 meses) me fizeram muito bem. Fui obrigada a reaprender como se escreve em portugues de forma normal (e sem emoticons) e passei a me comunicar em corpo presente. Ou seja, voltei a ser gente.

Esse tempo sem net me mostrou que eu ainda consigo fazer amigos. Ainda sei ir pra balada e sim, eu sei paquerar ao vivo e a cores. Uau, muita mudança!

Eu ainda continuo, obviamente, tomando a minha santa Ritalina (caso contrário não teria nem voltado a esse blog, muito menos lembrado a senha). Eita remedinho bão, como diria meu vô, o "véi Martins". Passei em cálculo (ou, pra ser precisa, numa matéria similar e equivalente) sem final. Passei em Formação Economica do Brasil com média semestral 10 (milagre?) e em Economia e ética com um 9,5 sacaneado (po, pq não colocava logo 10?), fora o 8,5 de Análise Econômica e Financeira, vindo das duas provas mais vagabundas que as profissionais da área do Guadalupe. Resumindo: evoluí.

Mas ainda tenho que tomar mais jeito. Nas novas disciplinas, duas provas e um trabalho já foram naufragando. Um 3,4 em Microeconomia me deixou em panico com a possibilidade de atrasar mais um ano. E a prova de Contabilidade Social, com certeza não vai ser a melhor da minha vida. 14 questões valendo 7 pontos. Eu chuto um 4, no máximo. Qualquer coisa acima disso vai ser por conta das confusões da professora na hora de corrigir as minhas confusões.

Mas o mais importante de tudo, é que, estando eu de novo às vésperas do meu aniversário, não estou no fundo do poço.

Ao contrário, esse ano eu terei o que comemorar. E certamente não vou passar o feriado de 1º de maio berrando e fazendo minha mãe (e os vizinhos) terem vontade de me mandar pra um hospital psiquiátrico.

Aprendi coisas novas, com gente nova. E principalmente: virei minha melhor amiga. Sim, eu tenho amigos normais, mas eu não espero que nenhum deles salve a minha vida. Aprendi que isso só da pra esperar de mim.

E nesse feriado que eu nem sabia que era hoje, eu volto a deixar aqui minhas reflexões sobre o meu mundinho de fusca com motor de ferrari. Ou vice-versa.